No entanto, o estágio em que o Brasil está, com curva ascendente no
número de casos de Covid-19, impossibilita a volta às aulas em um curto prazo.
E, mesmo quando os colégios puderem reabrir, surgirá outro problema: as
recomendações sanitárias para que o processo ocorra de forma segura são
incompatíveis com a realidade de parte das escolas públicas.
Em países nos quais
o número de casos da doença já retrocedeu, a retomada das atividades escolares
ocorre gradualmente, seguindo protocolos rígidos de higiene.
Mas, no Brasil,
diante de salas de aula lotadas, como manter uma distância segura entre os
alunos? Sem água ou esgoto encanado, como reforçar a lavagem de mãos? Com
professores dando aula em mais de um colégio, para complementar a renda, como
instituir reforços escolares no contraturno?
Veja as medidas necessárias para
que a reabertura das escolas ocorra e a dificuldade em implementá-las no Brasil.
A defasagem de conteúdos é extensa, os danos emocionais deixados pela pandemia
são significativos e a infraestrutura precária dificulta os cuidados de
prevenção.
COMO DEVE SER A RETOMADA?
O número de casos de coronavírus no Brasil
ainda está aumentando - o país já ultrapassou a Alemanha e a França no total de
infectados. Mesmo ainda distante de um quadro de melhora, é preciso planejar
como será a retomada das aulas presenciais. Segundo relatório da ONG Todos Pela
Educação, os órgãos públicos e os colégios já devem mapear quais serão as
possibilidades de reposição de conteúdo, levando em conta a carga horária de
trabalho dos professores, o espaço físico disponível e o acesso ao saneamento
básico.
1- Reforço na higiene;
2- Espaçamento de carteiras e aulas ao ar livre;
3- Reforço aos sábados e no contraturno;
4- Acolhimento emocional;
5- Combate à
evasão escolar.
Pode não ser uma reabertura definitiva As escolas e o governo
precisam continuar investindo em formas de ensino remoto - seja pelo uso de
tecnologia ou pela distribuição de materiais impressos - e na formação de
professores.
É possível que, após a reabertura das escolas, o número de casos de
Covid-19 volte a subir e seja necessário fechá-las novamente. “Os índices de
contaminação precisam continuar sendo monitorados”, afirma o Unicef. O que diz o
MEC A pasta afirma que “cada estado está fazendo seus planos de retomada de
forma independente e de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde”. Também
diz que, em parceria com o Conselho Nacional de Educação (CNE), está orientando
o modo como o ensino remoto deve ocorrer.
Até a última atualização desta
reportagem, o MEC não se pronunciou sobre os problemas de infraestrutura das
escolas e não mencionou quais estratégias estão sendo analisadas para a retomada
de atividades.








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